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Como prevenir o Coronavírus ou COVID-19?

Aproveite os momentos em família para fortalecer o seu sistema imunológico e de seus parentes, com as dicas da nutricionista Rita Novais.

Veja como tornar o seu organismo mais resistente através da alimentação e aumentar as possibilidades de prevenir o Coronavírus ou COVID-19. Evite sair de casa sem necessidade.

APÓS ASSISTIR AO VÍDEO ABAIXO, veja também outras informações reais sobre o vírus e também alguns mitos esclarecidos pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde.

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TUDO SOBRE O CORONAVÍRUS:

Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.

Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias que possuem gravidade leve à moderada, tal qual um resfriado comum.

Tanto que a maioria das pessoas já se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas sempre as mais suscetíveis.

No entanto, esta nova variação da família (CoV), que surgiu na China em meados de 2019 e assola e amedronta ao mundo todo em 2020, não possui qualquer vacina ou medicamento e ainda requer maiores estudos científicos, acerca dos agravos de saúde que provoca.

Embora o principal grupo de risco sejam os idosos (pessoas com mais de 60 anos), além daquelas que possuem um sistema imunológico fraco, problemas de saúde, como diabetes, colesterol, câncer, recém transplantados e outros, pessoas sadias e bem mais jovens também estão sucumbindo ao vírus e até morrendo.

Na França, estudos com a hidroxicloroquina apontam uma possível vacina contra o vírus, mas ainda nada está comprovado.

Enquanto no mundo são mais de 700 mil infectados e 34 mil mortos, no Brasil, o novo coronavírus, já infectou 4.579 pessoas e levou outras 159 à morte (Dados do Ministério da Saúde, divulgados no dia 30/03/2020).

Por isso o novo Coronavírus é tão perigoso e o isolamento e distanciamento social se tornam importantíssimos no combate à sua transmissão.

Conheça abaixo os sintomas, períodos de incubação, transmissibilidade, fontes de infecção, diagnósticos e os mitos e verdades sobre o Covid-19.

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Sintomas do Coronavírus

Geralmente, os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias de grau brando à moderado, sendo de curta duração.

Já o novo Coronavírus ou COVID-19, além dos sintomas comuns de um resfriado, que são coriza, espirros, dor de garganta, pode também apresentar febre bastante alta, tosse seca e por fim uma dificuldade de respirar que vai aumentando.

Isto porque o COVID-19 causa infecção nas vias respiratórias inferiores e agrava a absorção de oxigênio pelos pulmões. Em alguns casos, é facilmente confundido com uma pneumonia.

Por isso, esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos. E justamente por isso, o afastamento obrigatório destas pessoas com mais idade, para que não contraiam o vírus das pessoas mais jovens e que se encontrem infectadas.

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Período de incubação do Coronavírus

Período de incubação é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção por coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias.

 

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Período de Transmissibilidade do Coronavírus

De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o coronavírus. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.

 

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Como o coronavírus é transmitido?

As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo.

Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

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Como é feito o tratamento do coronavírus?

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

 

  • Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

 

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros 07 dias do início do quadro (qualquer sintoma independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispnéia (falta de ar).

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Como é feito o diagnóstico do coronavírus?

O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus.

As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.

Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito.

Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

 

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MITOS E VERDADES sobre o CORONAVÍRUS

Para orientar a população a identificar o que é verdade e o que é fake news a respeito do coronavírus, a Dra. Helena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) estadual de São Paulo, responde algumas questões levantadas.

Confira abaixo:

Plástico-bolha que embala produto chinês pode conter ar infectado pelo novo coronavírus
Essa informação é falsa. Não há nenhuma evidência de que produtos enviados da China transportem o vírus. Além disso, a duração do vírus fora do organismo é de aproximadamente 24 horas, tempo menor do que o deslocamento de uma importação da China ao Brasil, por exemplo.

Chá de erva-doce previne a infecção porque tem a mesma substância que o remédio Tamiflu, utilizado para tratar gripe
Essa informação é falsa. Até o momento, não há nenhum remédio, chá, vitamina ou vacina capaz de prevenir a COVID-19. Além disso, o chá de erva-doce não possui os componentes contidos no Tamiflu (fosfato de oseltamivir).

Água de alho recém-fervida cura a COVID-19
Essa informação é falsa. Até o momento, não há nenhum remédio, chá, vitamina ou vacina capaz de prevenir a COVID-19.

Chinesa infectada pelo Covid-19 foi curada em 48 horas, na Tailândia, com uso do coquetel contra HIV
Essa informação é falsa. Até o momento, não há nenhum remédio, chá, vitamina ou vacina capaz de prevenir a COVID-19.

O novo coronavírus veio do morcego
Essa informação é falsa. Ainda não existe comprovação científica de que o novo coronavírus tenha vindo de animais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). As investigações sobre a origem do novo vírus que provoca a COVID-19 estão em andamento.

O novo coronavírus tem origem em inseticida
Essa informação é falsa. Ainda não existe comprovação científica sobre a transmissão inicial do vírus, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). As investigações sobre a origem do novo vírus que provoca COVID-19 estão em andamento.

Álcool em gel não mata o coronavírus e outras bactérias e seu uso excessivo favorece a infecção.
Essas informações são falsas. O álcool tem a capacidade de criar uma película antisséptica que fica sobre a pele. No entanto, o produto não substitui a lavagem das mãos e sua aplicação deve ser feita sempre com as mãos limpas, sem que haja sujeiras nelas.

Vitamina de abacate com hortelã previne contra o coronavírus.
Essa informação é falsa. Até o momento, não há nenhum remédio, chá, vitamina ou vacina capaz de prevenir ou curar uma pessoa da Covid -19.

Há semelhança do novo coronavírus com o vírus HIV.
Essa informação é falsa. Não há nenhum registro científico que indique que há inserções semelhantes ao vírus HIV no novo coronavírus.

O novo conavírus foi criado em laboratório.
Essa informação é falsa. Não há evidências de que o vírus foi criado em laboratório.

O novo coronavírus não resiste ao calor e à temperatura de 26°C ou 27°C.
Essa informação é falsa: O Ministério da Saúde reitera que não é possível afirmar que o vírus morre quando exposto a essas temperaturas, uma vez que no corpo humano o novo coronavírus tolera uma temperatura de pelo menos 36ºC.

Israel já tem vacina contra o novo coronavírus.
Essa informação é falsa. Até o momento, não há nenhum remédio, chá, vitamina ou vacina capaz de prevenir ou curar uma pessoa da Covid -19. O que existe em Israel é uma equipe de cientistas que tentam desenvolver uma vacina, assim como em outras partes do mundo, como na China, nos Estados Unidos e no Brasil, por exemplo.

Beneficiários do Bolsa Família vão ganhar R$ 470,00 para comprar produtos de limpeza e máscaras contra o coronavírus.
Essa informação é falsa. O Ministério da Cidadania, responsável pelo gerenciamento do benefício, afirma que qualquer mudança é sempre comunicada pelos canais oficiais e pelo site.

Soroterapia combate o coronavírus.
Essa informação é falsa. Até o momento, não há nenhum remédio, chá, vitamina ou vacina capaz de prevenir ou curar uma pessoa da Covid -19.

Telefones dos CIEVS Municipal e Estadual para casos suspeitos da Covid-19 e teste em casa.
Essa informação é falsa. Os CIEVS e as unidades de Saúde não fazem testes para o novo coronavírus nas casas dos munícipes

Lavar a boca com enxaguantes bucais protege do Coronavírus
Alguns enxaguantes bucais nos protegem por um tempo de bactérias e outros microrganismos, mas não há evidências de proteção contra este novo Coronavírus.

Cães ou gatos podem ser transmissores do Coronavírus
Até o momento, não há nenhuma evidência de que cães ou gatos possam transmitir o novo Coronavírus. No entanto, recomenda-se sempre lavar bem as mãos depois de brincar ou cuidar dos nossos bichinhos queridos.

A vacina da Pneumonia protege contra formas graves do Coronavírus
A vacina da pneumonia nos protege contra uma bactéria que é o Pneumococo. Não há ainda uma vacina para o novo Coronavírus.

As máscaras nos protegem do novo vírus
As máscaras são protetoras, mas há alguns cuidados importantes: nariz e boca devem estar tapados e a máscara deve ser trocada se estiver úmida a cada duas horas. Importante saber que a máscara protege, mas não evita a doença. Há outras formas de contágio que independem da máscara. Se uma pessoa com máscara estiver em um transporte coletivo, por exemplo, encostar na barra de proteção que por acaso está contaminada e coçar os olhos pode pegar a doença.

A cada dia, os pesquisadores nos nutrem com novas informações. Até o momento, a mais importante forma de proteção é muito simples: lavar as mãos com água e sabão com muita frequência.

Vale destacar que as pessoas acima de 60 anos e pessoas com alguma doença de base como, por exemplo, diabetes, problemas cardíacos ou doenças respiratórias fazem parte do grupo de risco. Por isso a recomendação para que fiquem em quarentena é fundamental.

Fontes:

Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo

Ministério da Saúde

Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo

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